quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Conseqüências do Erro. Inevitáveis?

Falhas e erros são tão naturais quanto a nossa própria vida. Raro ou freqüente, de mínima ou de maior proporção todos nós cometemos deslize. A grande verdade escancara-se diante de nós, de que as conseqüências dos erros nos sobrevêm mesmo recebendo a plenitude do perdão divino. É certo que Deus sentenciou a Davi por causa de seu hediondo erro, coisa que ele mesmo reconheceu quando preconizou: “É justa a tua sentença e tens razão em condenar-me” (Sl 51.4b). Contudo, até que ponto se pode caracterizar passivamente alguns fatos da vida como “conseqüência do erro”? Veementemente creio que a correção nos impulsiona a refletir quando estamos defronte de uma nova possibilidade de erro. Se não houver correção, a diferença entre razão e tolice se torna tênue.

Entretanto, o Deus que sentencia é o mesmo que absorve quando se depara com o arrependimento. Um arrependimento não gerado apenas na avidez da situação, mas em uma constante, como um estilo de vida, digno de quem fora transformado pela Palavra. Lembram-se da história de Nínive? E em outras circunstâncias que Deus revogou sentenças por causa de um comportamento verdadeiro e íntegro diante de Sua presença? Davi sofrera a sentença, mas Deus não sentenciou a omissão ou a inércia. Davi não se posicionou como pai, chefe do lar e nem ao menos tentou conciliar os ânimos e caráter de seus filhos para que os desastres não fossem tão cruciais (não generalizo no quesito pais e filhos. Sei que muitos filhos erram e os pais nada são responsáveis por isso).

Penso que sofrer as conseqüências de um erro não quer dizer aceitá-las sem se esforçar para amenizá-las. A lei da semeadura é inexorável, porém quando se aprende algumas lições na vida, principalmente as de cunho espiritual, é preciso aplicá-las. Deus pode não eliminar as conseqüências da nossa vida, mas pode com certeza nos ensinar a lidar com elas com a sabedoria que vem do alto. Por meio do fruto do Espírito podemos conduzir as circunstâncias negativas de forma a não nos afogar em melancolia ou sentimento de culpa.

Algumas pessoas foram perdoadas por Deus, mas a si mesmas não perdoam e isso as torna insuficientes diante das responsabilidades da vida, sejam como profetas, pais, filhos, pastores, profissionais etc. As conseqüências do pecado não são para tornar a pessoa inerte diante da vida. Penso que as conseqüências servem para nos ensinar e como todo ensino, um dia se domina o assunto e assim não mais se sofrerá diante da incerteza se você vai acertar ou não porque a lição, enfim, foi aprendida.

4 comentários:

Diego disse...

salve salve pessoal vixi esse assunto é bem louco que pena que eu não estava mais nas proximas eu vou estar pra trocarmos idéias pq ser Cristão é muito louco abração a todos cuecas e beijão as minas

PauLo mS disse...

Aceitar passivamente as "consequências de nossos erros" ou pior, achar que tal(is) julgo(s) devemos arrastar até o fim de nossa vida terrena caracteriza o indivíduo que a si próprio "ainda" não se perdoou.

Esse processo de "auto-perdão" é muito delicado do ponto de vista pessoal de cada um. É mister, como foi comentado, ter os pés calcados na Rocha e o “salvo-conduto” dos Dons Espirituais para passar por tantas barreiras que topamos dia-após-dia.

Oxalá que esteja nós pois (enquanto aqui estivermos) resguardados pelo nosso Pai Amoroso que, em Sua infinita compreensão e Sumo Conhecedor de nossas limitações individuais, muda algumas situações em que provavelmente iríamos cair no erro, talvez alguns deles, fatais.

Quão divino e misterioso são os segredos guardados pelo Futuro.
Hoje, (infelizmente?) o futuro está mais presente do que nunca. Pensar no FUTURO, não é mais pensar no AMANHÃ. Mas (literalmente?) pensar no AGORA.
O tempo é curto pra nos martirizarmos por erros. Não seria desperdício? Quantas coisas podemos pensar, planejar que por conseqüência, evitar reincidências de tais erros?

Errei? Sim. Oxalá Senhor, que nos dê sabedoria pra aprender com os erros cometidos e perdoe mais uma vez em insisti-los. Todavia não me desampares! O cair é humano, sim é! O levantar é Divino e pra cada chance que damos a nós mesmos pra vencer o levante das potestades inimigas estamos glorificando Ele em nossas vidas.

Escuso-me a prosseguir com as palavras, peço a Ele que faça que a cada dia, a cada nova oportunidade em vida, ser um pouco melhor do que fora ontem. Não alimente meu coração de ira pelos que querem meu mal, mas enche a minha alma de esperança e gozo pelo bem do meu próximo. Que assim seja.

Abçs. PauLo

Anônimo disse...

To pensando seriamente em escrever um livro sobre esse assunto...nao sou um doutor no assunto, porém minha vontade de expressar aos outros o quanto é importante, medirmos pelas nossas escolhas, as vezes na vida nao temos culpa das coisas...heeee ..muito bom ...abraço Henrique Lopes

Anônimo disse...

To pensando seriamente em escrever um livro sobre esse assunto...nao sou um doutor no assunto, porém minha vontade de expressar aos outros o quanto é importante, medirmos pelas nossas escolhas, as vezes na vida nao temos culpa das coisas...heeee ..muito bom ...abraço Henrique Lopes